Ama estava colocando os cosméticos nas caixas, quando ouviu o telefone tocar. Não sabia quem poderia ligar àquela hora e, ao atender ouviu uma voz que não conhecia.
- Alô – disse ela.
- Eu sei de tudo – disse a voz.
- O que? Tudo o que? Quem está falando? – perguntou ela pretendendo
estar aflita.
- Não tente me enganar. Eu já sei toda a verdade. Você matou sua mãe quando tinha quatorze anos, e seu pai depois de ter descoberto, te espancou na tentativa de vingar-se pela mulher amada. Tudo porque ela tocou seus preciosos produtos. E agora, sete anos depois, a história se repete. Achou que ninguém iria saber?
Ela ficou muda e só se ouvia a respiração no telefone.
- Responda! – gritou a voz.
- Vocês nunca vão me pegar.
Isso era tudo que eles precisavam. Michael desligou o telefone e ele, o delegado e mais alguns policiais seguiram para a casa de Ama.
Ao chegar lá, não a encontraram, mas foram informados, pelo policial que lá estava que ela havia saído há pelo menos dez minutos. Entraram em contato com todas as unidades, passando os dados do carro da moça, que em seguida foi encontrado em movimento a dezessete quilômetros dali.
A perseguição não durou muito, pois assim que a polícia ligou a sirene o carro encostou e de dentro saiu um homem com as mãos para o alto. Ama havia trocado de carro com um colega seu ainda em casa e seguiu para a capital para realizar um de seus sonhos.
Uma cirurgia plástica.
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