Vários braços agarraram Michael com força para impedir que ele fugisse, mas todo esforço foi em vão, pois Michael estava em choque com a situação e não se movia nem para piscar os olhos. A polícia já estava a caminho, e enquanto não chegavam, trouxeram-no para baixo e o jogaram no sofá, fazendo uma série de perguntas. No começo ele não disse nada, mas depois que voltou a si, viu um bando de gente apontando e acusando.
- Não pretendo dizer nada agora. O que sei sobre o acontecido é o mesmo que vocês e por direito posso ficar calado. Façam como quiser. Não direi nada – disse Michael acalmando-se e começando a raciocinar.
O vizinho, daquela noite há uma semana, agarrou-o pela gola da blusa e o suspendeu.
- Acha que eu não vi vocês discutindo na outra noite? – disse ele com ódio nos olhos – Acha que não ouvi sua ameaça? HEIN? Responda! – gritou ele, soltando Michael e chorando pela morte do amigo.
- Aquilo não foi uma ameaça – respondeu Michael frio – Eu tentei alertá-lo, mas ele não quis me ouvir.
- Seu maldito!
E no momento em que o vizinho investiu sobre Michael ouviu-se uma sirene e todos miraram a porta.
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