quinta-feira, 23 de julho de 2009

De quem é a culpa??

Ontem, eu sai pra andar e ver pessoas como havia dito antes. Porém, fui com o objetivo de limpar a cabeça, e acabei conseguindo mais do que esperava. Um bom exemplo é a resposta para a questão da vida, o universo e tudo mais, que, aliás, é 42 kkkkkkkkkkk.
Mas também ouvi muitas coisas enquanto prestava atenção nas pessoas, e por três vezes eu ouvi: poxa, mas o fulano fez isso...
Ou então: cara, ele é um animal...
E até mesmo: se ela não tivesse falado...
Fiquei intrigado e comecei a observar e aprender mais. Reparei que quando duas pessoas caminham juntas, elas, entre outras coisas, falam de uma terceira pessoa. E não falo só das mulheres, os homens também fazem isso.
Mas o lance é que aparentemente todos eles têm uma necessidade de culpar alguém.
Fiz um teste na minha memória e percebi que, assim como convivo com pessoas assim, eu mesmo já tive essa necessidade.
A verdade é que a maioria de nós, às vezes por medo ou às vezes por arrogância, acaba culpando o outro por algo que poderíamos ter evitado, mas não nos damos ao luxo de nos policiar por orgulho.
Admito que, até hoje, minhas palavras vacilam, mas também afirmo a todos os meus leitores (se existir algum ai) que passei a viver melhor, culpando menos.
O mais interessante é que por pior que seja a cagada, minha consciência não mais me perturba, e melhor ainda, eu durmo a noite

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Consegui...

Estou exausto.
Cara, acabei de chegar da minha "terapia pessoal”. Mas acho que acabei andando e pensando mais do que deveria.
Ou talvez seja pelo fato de ter me perdido varias vezes.
Saí do trabalho e peguei um trem para Central, até ai tudo bem. Quando cheguei lá, tentei ir até o metrô, e eis que me perdi pela primeira vez. Segui direto e fui parar em uma escada na qual a frente era uma rua cheia de carros passando. Pensei comigo: ou mudaram o metrô de lugar ou eu to no lugar errado.
Virei-me na intenção de voltar ao ponto inicial, mas desisti e fui para a esquerda de onde estava. Dei de cara com um monte de camelô. Falei: pronto, destruíram o bagulho...
Decidi ir até o banheiro, pois sabia que o metrô ficava de frente pra saída dele.
Enfim acertei. Passei na roleta e tudo mais. Hora de pegar o trem. Que lado mesmo??? Pensei: Cara eu não to legal... Não quis perguntar à ninguém e por sorte entrei no certo. Olhei o mapinha pra ver quantas estações faltavam e fiquei desesperado, pois não estava encontrando nele a estação na qual eu tinha pegado o trem (que no caso é a Central).
Olhei para um lado, para o outro, e novamente para o mapa e me dei conta que a parte escrita CENTRAL estava sendo tampada pelo ferro do trem.
Desci e subi (desci do trem subi a escada) e quando cheguei à superfície decidi ir até uma biblioteca que eu aparentemente sabia onde ficava (sabia nada).
Eis que me perdi pela segunda vez.
Além de não encontrar a biblioteca, também não sabia mais para que lado ficava o shopping aonde eu ia. Falei: fudeu (desculpa galera, mas eu falei mesmo isso)
Andei, andei, andei, andei e andei. Igual a musica. E finalmente cheguei aonde gostaria.
Só que não no local exato. Eu queria chegar a um sofá (que, aliás, eu recomendo), mas acabei errando o andar. Entrei no shopping distraído e subi até a praça de alimentação. Pensei comigo que só faltava mais um andar até o sofá (mentira, eu passei direto) e subi a escada. O estranho é que não tinha nada.
Era só o que me faltava, errei de shopping.
Vasculhei todos os andares e passei na frente de um cabeleireiro pelo menos 3 vezes até chegar ao tão desejado sofá.
Não tinha lugar, maior sacanagem. Tive que ficar olhando uma loja de ternos, que custavam R$400,00 só pra disfarçar a frustração de ficar em pé.
Mas uma alma teve piedade de mim e se levantou. E sem que ninguém notasse, me dirigi até o sofá atropelando velinhas e carrinhos de bebês.
Finalmente estava eu lá sentado relaxando, e lá fiquei por 1 hora e 23 minutos.
Quando me levantei percebi que o cansaço mental, junto com o cansaço "pernal" me agarraram de uma maneira tão erótica que não resisti. Tive que fazer um esforço colossal para não dormir no metro na viagem de volta, mas o sono me venceu no ônibus. Ele foi tão forte que me venceu enquanto eu ainda estava em pé.
Mas agora estou aqui escrevendo e não me arrependo das dores.
Façam o mesmo, mas antes mapeiem seus passos. Ou pelo menos estejam preparados para se perder.

domingo, 19 de julho de 2009

Preciso andar...

Ultimamente tenho sentido uma vontade absurda de caminhar. Andar só, e olhar os outros.
Não sei se vocês passaram por isso. Um desejo alucinador de estar sozinho, mas sem se sentir abandonado. Estar sozinho pelo simples fato de fazer bem, tanto para si mesmo quanto para os outros. Ficar sozinho, e saber que quando voltar, voltará melhor, talvez com soluções.
Mas.... soluções pra que?? Talvez nem existam problemas.
No fundo, a gente sabe que tem alguma coisa. E por isso preciso andar. Para tentar enxergar o que é.
Sentar, olhar em volta, em algum lugar com muita gente. Ver pessoas olhando pessoas, e até mesmo olhando para mim que no momento estou olhando para elas sem me dar conta. E rio e sorrio para elas. E rio sozinho. Rio porque fico envergonhado.
Preciso pensar. Pensar em nada, até chegar em tudo. Matutar sozinho. Encher a cabeça. E perceber que se passou um bom tempo e que talvez esteja na hora de andar mais um pouco. Andar e olhar para o chão sem enxergar ou prender a atenção em nada. Mover os pés, um após o outro, e se dar conta de que não importa o quanto ande, não existe cansaço que me alcance, pois estou distraido demais para me cansar.
Então perceber que a solução para minha questão está próxima. Meu coração acelera e meu pensamento também. Talvez porque tenha comido demais e agora estaria ficando dificil digerir.
Basta sentar, e não fixar o olhar em nada. Deixar a mente voar, e ter certeza que ela não irá longe. Saber que ela vai parar quando chegar na solução que agora, depois de andar, olhar, rir e pensar, você está mais propenso a receber.
Então é hora de ir pra casa, puro, como numa catarse, e cansado como se tivesse conversado com o mundo.
Nem sempre consigo, mas preciso tentar...