sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O dia que Paciência Acordou Inglesa

Sábado, ‎7‎ de ‎Maio‎ de ‎2011

Como já me é de costume, acordei com o despertador do celular às 05h30minh, mas fiquei na cama por mais alguns minutos. No dia anterior eu havia deixado a toalha no varal do quintal, logo, hoje eu tive que sair na friagem para buscá-la. Foi então que eu vi que o dia estava lindo.

Os que acessam o site devem saber que o nome do meu bairro é Paciência, num sub-bairro chamado 7 de Abril, mas dessa vez eu achei que estava em outro lugar. O tempo estava do jeito que eu gosto, e uma neblina mais densa do que qualquer outra que eu já tinha visto estava bem ali ao meu redor. A primeira coisa que pensei foi que após o banho, o café e tudo mais, ela já teria se esvaído, e ao sair de casa seria um dia normal como todos os outros.

Que bom que me enganei.

Eu já estava todo pronto e a neblina ainda estava lá, junto com um cheirinho de paz tão suave que me acalmava o coração. Eu mal conseguia ver o coqueiro que foi plantado no meio do meu quintal antes mesmo de eu ter nascido. Este mesmo coqueiro estava a cinco ou seis metros de mim, então nem preciso falar do portão que estava a onze metros.

Abri-o

Minha rua é a ultima do bairro, e se chama Iconha. Para os antigos é apenas Rua 1. Moro em uma das varias esquinas que compõem essa rua e, olhando para suas pontas eu nada podia ver. Não estava acreditando que Paciência podia ser tão linda pela manhã, então decidi seguir meu rumo para o trabalho e ver até onde essa neblina iria.

A cada rua que eu virava e esquina que dobrava, lá estava. Mas o mais incrível foi quando eu cheguei ao Campo do 7. Parado atrás de uma das traves eu não conseguia ver a outra. Só se podia ver uma pequena lâmpada acesa.

Mas de toda minha viagem, o momento em que fiquei mais aplacado foi ao chegar à Praça do 7. Tirando os estilos das construções, a fiação e o poste pintado de verde e amarelo, aquela foi a paisagem mais londrina que eu já vira naquele lugar. A luz dos postes, o farol dos carros, algumas pessoas agasalhadas, tudo estava diferente.

Hora de ir.

Entrei na van que me leva até metade do caminho para o trabalho e percebi que os dois bairros seguintes a Paciência também estavam cheios de neblina e acho que até que Jardim Maravilha (o bairro onde trabalho) estaria, mas pelo horário não deu para saber.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quanto Custa

Quanto custa um bom dia.
Um olá, um olhar,
Um aceno ou um sorriso.
Quanto custa falar

Pelo menos uma vez.

Quanto custa um degrau
Para descer e se igualar
A todos ao seu redor.
Quanto custa não esnobar

Pelo menos uma vez.

Quanto custa a razão
Que você insiste em roubar
Sempre que discute com ele.
Quanto custa escutar

Pelo menos uma vez.

Quanto custa a verdade
Para em si mesma ocultar
Quando perguntas são feitas.
Quanto custa confiar

Pelo menos uma vez.

Não custa nada.

sexta-feira, 25 de março de 2011

quinta-feira, 24 de março de 2011

O que foi que eu fiz

Ontem havia um ônibus no meio da rua.
Eu estava dirigindo e para passar por ele eu tive que me apertar entre ele e a calçada.
Uma pena que lá estava um buraco enorme coberto até a boca com a água suja das ruas.
Tudo que pude fazer foi apertar os olhos e os labios e ouvir muitos gritos.
Acho que molhei umas sete pessoas.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

The Song Remains The Same

Enquanto eu estava esperando, ainda não sei bem o que, você chegou.
Estava tão diferentemente linda de vestido vermelho que era impossivel não suar frio ao te ver.
Para minha surpresa você pegou minha mão, me beijou e disse:
.
- Vamos sair daqui?
.
É em um desses momentos onde a dúvida nem sequer paira sobre meus pensamentos.
Entramos no carro e partimos.
.
Hora de chegar, caminho, destino?
.
Quem se importa, já que isso foi só um sonho.