Ele subiu a escada, atônico, cobrindo o rosto com as mãos e tentando estancar o sangue em vão. Enquanto estava a caminho do banheiro, o sangue escorria por suas mãos e pingava em sua blusa. Assim que entrou, trancou a porta e pôs uma toalha de rosto branca no nariz.
Michael não conseguia entender o porquê daquilo naquela hora e começou a ficar preocupado quando o sangramento não mostrou sinais de que iria parar. De súbito, ele ouviu um som surdo como o de algo caindo no chão, não obstante, não deu muita atenção, já que, se estava havendo uma festa, era normal que derrubassem coisas ou até mesmo quem alguém caísse por tropeçar no tapete, ou uns nos outros.
Dois minutos depois, tudo já havia cessado, porém a toalha ficou encharcada, mas para que não dessem falta, ele decidiu deixá-la na pia e procurar por Ama para informá-la sobre o incidente.
Ao sair, encontrou com uma das da vizinhas, que passou por ele e foi ao banheiro. Como Michael estava por demais preocupado entre encontrar Ama o mais rápido possível e evitar que aquilo acontecesse novamente, nem sequer pensou que a jovem poderia ver a toalha.
Ela, ao passar por ele, reparou que sua blusa estava suja de gotas vermelhas e, apreensiva entrou e viu que dentro da pia, sob a torneira aberta, estava um pano quase todo avermelhado. A moça foi até o corredor com o intuito de falar com Michael e saber o que tinha acontecido, mas reparou que a porta do quarto em frente estava entreaberta, e ao olhar para o chão, percebeu no canto da porta, saindo do quarto, um fluido escuro que, ao tocar, deixou seus dedos vermelhos fazendo-a perceber que aquilo era sangue.
Assustada, abriu a porta lentamente, assistindo aquele rastro de sangue desaparecer na sombra do quarto apagado.
Levantou-se e acendeu a luz. Lá estava ele, Pablo, estirado no chão com a garganta degolada. Morto.
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