segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tempo

Sabe aquele trabalho de casa que não deu pra fazer porque você queria ficar no MSN ou jogar vídeo game? Sabe aquela festa que você queria ficar até mais tarde mas não pôde porque mora em área de risco? Sabe quando aquela pessoa especial sussurra no seu ouvido “queria ficar aqui para sempre”? Sabe quando você esta indo para o trabalho atrasado e ainda por cima o ônibus quebra?

Pois então, foi pensando nessas coisas que fiz uma pergunta: O que é o tempo??
Fiquei matutando, preso em meu recanto mental, quando resolvi pesquisar e vi que não fui o primeiro, e também não serei o último, a perguntar isso.


Parmenides, Zenon de Eléia, Platão, Santo Agostinho, Newton e até mesmo Einstein, que me deu a chave para a solução do meu problema, foram alguns dos caras que se questionaram sobre o assunto.

Zenon, discípulo de Parmenides, apresentou o paradoxo sobre o tempo do corredor e a tartaruga que consiste no seguinte: um corredor e uma tartaruga iniciam uma corrida. Para cada distância percorrida pelo corredor, a tartaruga avançaria também uma distância. Assim, quando o corredor atingisse o ponto inicial da tartaruga, a mesma já não estaria mais lá, e assim por diante, tornando impossível para o corredor alcançá-la. Mas isso tem solução.

Já para Platão, o tempo foi criado por um ser divino.

Newton disse: ”o tempo absoluto, verdadeiro e matemático, por si mesmo e por sua própria natureza flui igualmente sem relação com nada externo, e com outro nome, é chamado de duração”, afirmando assim, que o tempo transcorre da mesma forma, não evoluindo “mais depressa” ou “mais devagar” independente do espaço ou da presença de matéria.

Contudo, três caras me ajudaram a alcançar um resultado plausível.
O primeiro foi Einstein, que criou a teoria. O segundo foi Raul Seixas com a frase: “o ponto de vista é o ponto da questão”. E o terceiro foi Flash, que mostrou a prática do assunto no episódio 32 de Liga da Justiça.

Einstein afirmou que os instantes em que ocorrem os eventos e os intervalos de tempo que estes eventos duram, deixam de ser independentes do referencial inicial que os observa, passando a depender da coordenada paralela à velocidade onde o evento ocorre.
É o que?
Vou tentar explicar. O tempo varia de referencial para referencial de acordo com o ponto de vista de cada um. Exemplo:
Se duas bombas idênticas em repouso são acionadas simultaneamente por mim, esse evento não seria simultâneo para alguém que se move na velocidade do som.
Flash demonstrou isso no episódio “Apenas um Sonho parte 2”, quando toda a cidade adormeceu e todos tiveram pesadelos, menos John Jones (Ajax).
No sonho de Flash, todo o nosso mundo estava parado. Nada se movia, nem reagia ou sequer respondia a ele. De repente um portal se abre, e por ele passam Ajax, Superman e Lanterna verde, mas assim que entram sua velocidade diminui dando tempo apenas para que Ajax dê a Flash uma dica de como parar aquilo.
Ele percebe que seu coração está a uma velocidade absurda e começa a se esforçar para diminuir seus batimentos. Quando consegue, abre os olhos e vê que tudo voltou ao normal.

O tempo seria uma quarta dimensão na qual estamos inseridos e corremos em paralelo a ele, porém, Einstein disse que se tivermos como referencial a velocidade da luz, o tempo pararia.
Portanto, para parar o tempo, basta acelerar a si mesmo até alcançar a velocidade da luz, lembrando que quanto maior a velocidade, maior a massa, contudo, para que um objeto alcance essa velocidade sua massa deve ser nula.
Puts, quer dizer que não adianta nada?
Não exatamente. Basta você tomar um banho de produtos químicos após o seu laboratório ser atingido por um raio, ou criar um dispositivo que te ponha em velocidade de dobra e entrar nele, ou fazê-lo funcionar no local e momento desejado.
Mas isso é assunto para uma outra postagem de uma outra pesquisa.

Até a próxima.
Abraços.
Turvans

3 comentários:

  1. Noussa...
    Cada dia tu me surpreende com uma teoria mais mirabolante o.O

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  2. Interessante!
    Deu para tirar alguma coisa verdadeira daí...
    Se a velocidade da luz se tornar, para nós, algo banal a noção de tempo que temos tbm se torna, afetando assim a "duração" desse tempo. Mesmo assim, 1 minuto será sempre um minuto.
    Muito bom!
    Chega a ser algo futurístico. =P

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  3. vlw Turvans..

    Muito bom seu texto..

    abraço.

    André - seu aluno

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