Desenvolvimento
Peter Jackson e Fran Walsh expressaram interesse em filmar O Hobbit já em 1995, o qual seria a primeira parte de uma trilogia (os outros dois filmes sendo baseados em O Senhor dos Anéis). O projeto foi frustrado quando o produtor de Jackson, Harvey Weinstein, descobriu que Saul Zaentz tinha os direitos de produção de O Hobbit, mas os direitos de distribuição ainda pertenciam à United Artists. O estúdio ainda disputava mercado, de forma que as tentativas de Weinstein de comprar os direitos não foram
bem sucedidas. Então Weinstein pediu que Jackson continuasse com a adaptação de O Senhor dos Anéis sem O Hobbit. A MGM comprou a United Artists, enquanto a New Line ganhava os direitos de produzir O Senhor dos Anéis. Os direitos de ambas devem expirar em 2010. Em setembro de 2006, a MGM expressou interesse em se unir à New Line e Peter Jackson para filmar a preqüência.Em março de 2005, Jackson iniciou um processo conta a New Line, afirmando que ele deixou de receber a parte financeira devida com relação aos direitos de propaganda, vídeo e jogos de computador referentes à Sociedade do Anel. Jackson achava que o processo era de porte menor e que a New Line ainda o deixaria fazer o filme. O co-fundador da New Line, Robert Shaye, ficou irritado com o processo e disse em janeiro de 2007 que Jackson nunca mais dirigiria um filme para a New Line, acusando-o de ser ganancioso. Mas em agosto de 2007, após uma série de insucessos, Shaye estava tentando reparar seu relacionamento como o diretor. Ele disse: "Eu realmente respeito e admiro Peter e adoraria que ele estivesse envolvido criativamente de alguma forma com O Hobbit". Em setembro, a New Line foi condenada a pagar uma multa de U$ 125.000 por falhar em apresentar os documentos contábeis requisitados.
Em 18 de dezembro de 2007, foi anunciado que Jackson seria o produtor executivo de O Hobbit e sua continuação. A New Line e MGM irão co-financiar o filmes, e a MGM irá distribuir o filme fora da América do Norte - o primeiro acordo real da New Line com outro grande estúdio. Cada filme deve custar em torno de U$ 150 milhões. Os filmes foram anunciados para 2011 e 2012, após a absorção da New Line pela Warner Bros. O produtor Mark Ordesky irá retornar para supervisionar as preqüências.
Guillermo del Toro afirmou que ele era um fã da trilogia de Jackson e discutiu a direção de um filme baseado no jogo Halo, em 2005. Embora este projeto tenha sido interrompido, eles se mantiveram em contato. Em uma entrevista de 2006, Del Toro é citado afirmando "Eu não gosto de caras pequenos e dragões, pés peludos, hobbits, [...] Eu odeio toda essa coisa". Após ele ter assinado como diretor em abril de 2008, Del Toro publicou no TheOneRing.net que ele se encantou com O Hobbit quando era criança e que Smaug era um de seus personagens favoritos. Ele também afirmou que os outros livros de Tolkien "continham uma geografia e genealogia complexas demais para meu cérebro infantil". Ao assumir o papel de diretor, Del Toro estava agora "lendo como um louco para se adaptar a uma terra completamente nova, um continente - uma cosmologia criada por um brilhante filólogo transformado em Xamã". O diretor também escreveu que sua apreciação por Tolkien foi ampliada pelo seu conhecimento do gênero fantástico e as pesquisas de folclore que ele realizou durante a realização de seus próprios filmes de fantasia.
Del Toro irá se mudar para a Nova Zelândia por quatro anos após concluir Hellboy II: The Golden Army para escrever o roteiro dos filmes em parceria com Jackson, Walsh e Philippa Boyens. Del Toro irá escrever o roteiro para O Hobbit, enquanto Jackson, Walsh e Boyens irão escrever o roteiro para o segundo filme. A pré-produção de ambos os filmes está marcada para começar no final de julho de 2008. Algumas das artes conceituais serão feitas em Los Angeles, Califórnia, e Del Toro irá voar entre os dois países para verificar os dois grupos de desenvolvimento. A filmagem está marcada para ocorrer em 2010 na Nova Zelândia, e Del Toro negociou a renovação dos cenários de O Hobbit em Matamata. Durante a metade das filmagens haverá uma pausa, que permitirá a Del Toro editar O Hobbit enquanto os cenários são alterados para o segundo filme.
O Tolkien Estate entrou com um processo contra a New Line em 11 de fevereiro de 2008, por violação do acordo original com Saul Zaentz no qual eles receberiam 7,5% do bruto das adaptações de O Senhor dos Anéis (na verdade de qualquer filme Tolkien). O Estate está buscando uma compensação de U$ 150 milhões, porque alegam só ter recebido U$ 62.500, e antes da produção da trilogia começar. Também foi apresentado um pedido ao tribunal para permitir ao Tolkien Trust encerrar quaisquer direitos de filmes futuros baseados nas obras de Tolkien, incluindo O Hobbit.
Direção
“O primeiro filme será fechado em si mesmo e baseado em O Hobbit enquanto que o segundo filme será uma transição e uma fusão com o mundo de Peter. Eu planejo alterar e expandir os visuais de Peter, e eu sei que o mundo pode ser mostrado de uma forma diferente. Diferente é melhor para o primeiro. Para o segundo eu tenho a responsabilidade de encontrar uma progressão lenta até imitar o estilo de Peter - Del Toro sobre a consonância tonal com a trilogia de Jackson”
Del Toro interpreta O Hobbit como se passando em um "mundo ligeiramente mais dourado no começo, um ambiente bastante inocente" e o filme precisa "levar você de um tempo de maior pureza para uma realidade mais negra através do filme, mas de acordo com o espírito do livro". Ele entende os temas principais como sendo a perda da inocência, a qual ele compara com a experiência da Inglaterra após a Primeira Guerra Mundial, e ganância, que ele diz que Smaug e Thorin Escudo-de-Carvalho representam: Bilbo Bolseiro reafirma sua moralidade pessoal durante o terceiro ato, quando ele se depara com a ganância de Smaug e dos Anões. Ele acrescenta: "A espécie humilde e persistente da fibra moral de Bilbo representa bastante bem a idéia que Tolkien tinha sobre o pequeno homem Inglês, o homem Inglês médio", e o relacionamento entre Thorin e Bilbo será o coração do filme.
Del Toro se reuniu com os artistas conceituais John Howe e Alan Lee, com o responsável pela Weta Workshop Richard Taylor e o artista de maquiagem Gino Acevedo de forma a manter continuidade com os filmes anteriores, e também irá contratar artistas quadrinistas europeus de forma a complementar o estilo de Howe e Lee na trilogia. Ele também considerou a possibilidade de olhar os desenhos de Tolkien e usar elementos que não foram utilizados na trilogia. Como Tolkien ao escrever O Hobbit não tinha intenção que o Um Anel fosse maligno, como o foi em O Senhor dos Anéis, Del Toro irá trabalhar a sua natureza diferente na história, mas não tanto que o afaste do espírito da história.
Del Toro pretende levar a tecnologia dos animatrônicos a novos patamares: "Nós realmente desejamos pegar o estado-da-arte em animatrônicos e fazer um salto de dez anos para o futuro com a tecnologia que desenvolveremos para as criaturas no filme. Nós temos toda a intenção de fazer para os animatrônicos e os efeitos especiais o que os outros filmes fizeram pela realidade virtual". Imagens geradas por computador irão melhorar ainda mais o desempenho dos animatrônicos na tela. Del Toro citou isto como importante, pois ele requerirá que os animais falem no filme, então a fala de Smaug não será incongruente. Os Wargs serão refeitos para serem mais fiéis ao livro, e as aranhas da Floresta das Trevas serão diferentes de Laracna. Del Toro acrescentou que ele entende que mostrar os animais falando tem mais a ver com as pessoas podendo entendê-los.
Ian McKellen, Andy Serkis e Viggo Mortensen (que interpretaram Gandalf, Gollum e Aragorn respectivamente), se encontram com Del Toro e, idealisticamente, ele deseja que cada ator (incluindo Ian Holm, que interpretou o velho Bilbo na trilogia) reprise seus papéis, embora ele admita que alguns não possam fazê-lo devido a problemas de saúde. Todos os treze Anões e Beorn irão aparecer. Ele considerar ter Hom narrando o filme. Doug Jones, que apareceu em três filmes de Del Toro, demonstrou interesse em interpretar Thranduil, Rei da Floresta das Trevas e pai de Legolas.
Del Toro e Jackson possuem um relacionamento profissional positivo, onde se comprometerão com os desentendimento de forma a beneficiar o filme. Jackson se ofereceu para atuar como diretor de uma segunda unidade. Del Toro irá filmar O Hobbit com a mesma proporção 2.35:1 da trilogia, ao invés do seu padrão 1.85:1
Segundo Filme
A MGM expressou interesse em um segundo filme, se passando entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Jackson concordou, afirmando "um dos problemas de O Hobbit é que é relativamente leve comparado com o Senhor dos Anéis... há uma série de seções nas quais um personagem como Gandalf desaparece por algum tempo. De memória - quero dizer, não leio o livro há um bom tempo - mas acho que ele afirma ter ido se encontrar com o Conselho Branco, que na realidade são personagens com Galadriel e Saruman e as pessoas que vemos em O Senhor dos Anéis. Ele misteriosamente some por um tempo e então retorna, mas não sabemos de fato o que está se passando".
Del Toro confirmou que a seqüência será sobre "tentar reconciliar os fatos do primeiro filme com um ponto de vista ligeiramente diferente. Você será capaz de testemunhar eventos que não foram vistos no primeiro filme". A história do segundo filme dependerá de quantos atores poderão reprisar seus papéis. Christopher Lee, que interpretou Saruman, disse que gostaria de mostrar como o Mago se corrompeu ao se tornar um aliado de Sauron. Contudo, Lee afirmou que ele não se sente confortável voando para a Nova Zelândia com sua atual idade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário